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Acusada de matar grávida em Canelinha confessa crime é condenada a mais de 56 anos de prisão

Tribunal Popular do Júri decidiu de maneira unânime a condenação a pena para a ré de 56 anos e 10 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Foto: MPSC.

Nesta quarta-feira (24), foi realizado na Câmara de Vereadores de Tijucas o julgamento da mulher de 28 anos que foi condenada pela morte de Flávia Godinho e pelo furto do bebê da barriga da própria mãe. O crime aconteceu em Canelinha, em agosto de 2020. Desde então, a acusada ficou presa preventivamente.

O julgamento foi mais de 15 horas e o Tribunal Popular do Júri decidiu de maneira unânime a condenação a pena para a ré de 56 anos e 10 meses de prisão em regime inicialmente fechado, mais oito meses de detenção.

A mulher confessou à polícia ter matado a vítima de 24 anos, que estava no oitavo mês de gravidez, para ficar com a criança e durante o  depoimento, ela também admitiu ter planejado tudo sozinha.

Do lado de fora da Câmara, amigos e familiares da vítima vestiam camisetas com o rosto da vítima e seguravam um cartaz com a frase: "Os dias passam lentos, as horas machucam como espinhos, mas temos forças e confiamos na chegada da justiça".

A mulher responde por feminicídio, tentativa de homicídio, ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual, a mesma pode recorrer da sentença, mas não em liberdade, pois a mesma já cumpre prisão preventiva pelos crimes.

Relembre o caso
A vítima, Flavia Godin Mafra de Canelinha, estava desparecida e foi encontrada nesta manhã de sexta-feira (28) morta no bairro Galera, no município Canelinha. Flavia estava grávida de 36 semanas.

De acordo com a PM, a vítima foi encontrada morta em uma cerâmica desativada e o bebê foi retirado de sua barriga antes da jovem ser encontrada. Para fazer o parto os criminosos utilizaram um estilete.

Na quinta-feira (27), por volta das 21 horas a Polícia Militar foi acionada até o hospital de Canelinha, pois uma criança recém-nascida apresentava cortes profundos nas costas e lesão em um dos braços. Os policias fizeram boletim de ocorrência.

A suposta autora disse para os profissionais de saúde que teria tido o parto na rua e foi auxiliada por moradores, que a levaram até a entrada do condomínio em que reside. A partir daí, foi levada ao hospital de Canelinha. A criança recebeu atendimento pelos médicos do hospital e a suposta mãe foi atendida por um médico especialista. O mesmo percebeu de pronto que ela não apresentava indícios de parto recente, o que causou desconfiança da equipe médica.

Nesta sexta-feira (28), os policiais receberam a informação de que havia uma grávida desaparecida e o último contato dela teria sido com a suposta gestante que foi ao hospital.

Diante das buscas e investigações, os policiais foram falar com a suspeita, que confessou o crime.

A suposta autora do crime relatou aos policiais que armou o chá de bebê, dando carona para a vítima até o suposto local do evento. No caminho parou em uma cerâmica abandonada no bairro Galera, dizendo para a mesma que as pessoas estavam chegando para o chá. A mesma alegou ter realizado o homicídio devido à proximidade da gravidez dela e de Flávia e por serem amigas. O único objetivo do crime seria ficar com o bebê da vítima.

Flavia teria dado as costas para a autora que desferiu uma tijolada na cabeça da vítima. Em seguida outros golpes foram referidos até deixar a jovem gestante inconsciente. Neste momento, ela pegou o estilete e fez um corte na barriga da vítima, retirando a criança. Ela alega que estava sozinha no momento do crime.

Durante o depoimento, o delegado disse que ela se mostrou extremamente fria, em momento algum demonstrou arrependimento ou culpa em relação ao caso.

A bebê recém-nascida está no hospital infantil aos cuidados do Conselho Tutelar.

Segundo o delegado que está cuidado do caso, a autora e o marido seguem presos, eles serão autuados em flagrante por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e lesão corporal gravíssima em criança. Eles estão à disposição da Justiça.

 

Grazielle Delfino


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