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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quinta-feira, 20, a operação Deic, Presente!. Como resultado, quatro adolescentes foram apreendidos, dois adultos presos e cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A operação foi realizada nas cidades de Florianópolis, São José, Biguaçu, Brusque, Blumenau, Capinzal e Campo Erê, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com a Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher (DPDM) e a Delegacia de Repressão ao Racismo e Delitos de Intolerância (DRRDI), as duas também da Deic.
Em entrevista coletiva na sede da Deic, o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, disse que desde o dia 5 de abril, quando ocorreu o ataque à creche em Blumenau, foram investigadas 98 ameaças envolvendo apologia ao crime, ameaças de atentado contra escolas sempre de forma preventiva. “Isso não é inédito. A Polícia Civil de Santa Catarina está sempre atuante e já realizamos cinco operações por diversas delegacias do estado”. Ulisses Gabriel reforçou ainda que o governador Jorginho Mello já autorizou a estruturação de um Cyberlab para aprimorar ainda mais o monitoramento da web. “Atuando preventivamente estamos garantindo a segurança e toda a sociedade.”
O diretor da Deic, delegado Daniel Régis, reforçou que a Diretoria cumpre seu papel de atuar na prevenção e na repressão à criminalidade. “A Deic não vai abrir mão de manter o seu trabalho de qualificação, investigando e responsabilizando aqueles que tentam promover a insegurança na sociedade”, afirmou Daniel Régis.
O titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), delegado Luis Felipe Rosado, ressaltou que as operações vão continuar, mesmo que não tenham mais ameaças. “Santa Catarina é um estado seguro e vamos ressignificar o dia 20 de abril como o dia da segurança nas escolas. A Polícia Civil não vai admitir a disseminação do medo e do terror. Não haverá mais margem para este tipo de conduta. Queremos os alunos atentos às aulas e não preocupados com falsas ameaças” concluiu.
A delegada Inara Drapalski, da Delegacia de Proteção aos Direitos da Mulher, reforçou que a Polícia Civil trabalha para levar tranquilidade para a comunidade escolar e sociedade em geral.
Texto - Secom.
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