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Analisando o dia de Tiradentes

Quem diria que, em pleno 2026, com nossas colheitas e nossas indústrias locais a todo vapor, ainda estaríamos buscando respostas em um enredo de 1792? Mas a verdade é que a história de Joaquim José da Silva Xavier, o nosso Tiradentes, não é apenas um feriado para esticarmos o descanso; é um espelho para as dores e as esperanças que carregamos hoje.

O peso do "Quinto" e a nossa economia
Tiradentes se revoltou contra a "Derrama" e os impostos abusivos da Coroa. Se olharmos para a nossa situação atual, a carga tributária continua sendo o grande fantasma que assombra o pequeno comerciante da nossa rua e o produtor rural da nossa região. A lição dele é clara: a economia não prospera sob o peso da asfixia. O martírio de Tiradentes nos ensina que o desenvolvimento só vem quando o fruto do trabalho fica, em sua maior parte, nas mãos de quem produz, e não nos cofres de uma "metrópole" distante e insensível.

Política: Do sonho à traição
Na política, o que estamos vivenciando é uma busca por heróis que muitas vezes nos decepcionam. Tiradentes foi um mártir porque foi o único que "sobrou" para pagar a conta quando o movimento falhou. Enquanto os mais ricos e influentes da Inconfidência conseguiram penas mais brandas ou o exílio, o "pobre" Alferes foi para a forca. Isso nos faz refletir sobre a justiça brasileira: ela ainda costuma ser mais rigorosa com quem está na ponta do que com quem articula no topo? A experiência da forca nos ensina que a democracia é frágil quando a corda só aperta um lado.

O que aprendemos com a experiência da forca?
A forca não calou Tiradentes; ela o transformou em símbolo. O maior aprendizado que tiramos do seu sacrifício é que ideias não se enforcam.

Hoje, diante da polarização e das dificuldades econômicas, aprendemos que:

A coragem tem preço: Defender mudanças estruturais na política exige um desprendimento que poucos têm.

O perigo da desunião: Tiradentes foi traído por "amigos". Na nossa política local e nacional, a falta de um projeto comum de país — onde o interesse público vença a vaidade pessoal — é o que continua nos levando ao cadafalso do atraso.

A esperança é o último recurso: Ele morreu acreditando em uma "Liberdade ainda que tardia".

Neste 21 de abril, que a gente não olhe para Tiradentes apenas como uma estátua de barba e cabelos longos, mas como um lembrete de que a política deve servir ao povo, e não se servir dele. Que a nossa economia seja livre das correntes do excesso de tributos e que a nossa justiça seja, enfim, para todos.

 

 


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